Colonos empossados em Dezembro

Retomando as efemérides da Colônia Agrícola da Constança, hoje informamos as posses ocorridas no mês de dezembro.


Em dezembro de 1909, 4 colonos tomaram posse de lotes:
dia 4 - Augusto Mesquita - lote 41

dia 8 - Franz Negedlo, lote 48 e Karl Thier, lote 53

dia 10 - Fritz Zessin, lote 33

Em dezembro de 1910, no dia 28 foram empossados:
Pietro Balbini, lote 11

Francesco Colle, lote 12

Giuseppe Pittano, lote 13

Giovanni Sampieri, lote 14

Luigi Marcatto, lote 20

Angelo Bucciol, lote 21

Em dezembro de 1911, no dia 18 de dezembro Pedro Pacheco de Carvalho tomou posse do lote 62

Natal de Luz em Leopoldina

Convite da Secretaria de Cultura:

Dia 17/12 (quinta-feira) - Apresentação da Banda Princesa Leopoldina na Praça General Osório às 19 horas.

Dia 18/12 (sexta-feira) - Apresentação do Coral Encanto no Shoping Lac, às 19 horas.

Dia 19/12 (sábado) - Concerto de Natal com a Banda Princesa Leopoldina e Coral Encanto, às 20 horas, na Igreja de São José Operário (Favor levar 1 Quilo de alimento não perecível).

Dia 21/12 (segunda-feira) - Carretão com o Coral Encanto, crianças vestidas de anjos, com músicas natalinas. Saída da Praça do Ginásio às 19 horas. Às 19:30 o carretão irá parar no estacionamento do Supermercado Fonte (Bela Vista) onde acontecerá a Cantata de Natal com o Coral Encanto. Em seguida o carretão percorrerá alguns bairros de Leopoldina e seguirá para a Praça do Ginásio.

20:30 - Cantata de Natal com o Conservatório de Música Lia Salgado, CAIC, E.M.Botelho Reis, E.M. Ribeiro Junqueira, E.M. Osmar Lacerda França e E.M. Judith Lintz, no Ginásio. Levem uma lanterninha.

Imigrantes, Carnaval, Festejos

Na edição de 1 de dezembro último, o jornal Leopoldinense traz duas notas sobre o Centenário da Colônia Agrícola da Constança.

Na página 2, o quadro Memória Leopoldinense volta a lembrar os colonos e pergunta se os descendentes vão deixar "que o centenário da fundação da colônia passe em branco".

Já na página 3, a colunista Maria José Baia Meneghite insere a seguinte nota:

Carnaval IV
Muitos descendentes de imigrantes estão entusiasmados com a possibilidade do Centenário da Colônia constança virar enredo de algum bloco em 2010.

Paulo Nogueira em Piacatuba

A Pousada e Restaurante Bom Gosto promoverá, no dia 19 de dezembro, sábado, show com Paulo Nogueira - voz e teclado. Reservas pelo telefone 32-3447.2277

Novembro de 1909: posse de colonos

São esparsas as referências à presença de #imigrantes germânicos na Colônia Agrícola da Constança. Segundo relatórios da instituição, a dificuldade de adaptação com o clima foi a provável causa para o abandono dos lotes. Nesta situação inscrevem-se os cinco lotes vendidos no dia 28 de novembro de 1909 para August Schill (45), Franz Ketterer (46), Wilhelm Zessin (49), August Krauger (50) e Mathias Hensul (52).

É bem possível que os nomes dos colonos tenham sofrido grandes alterações de grafia, impossibilitando encontrar-lhes a trajetória. Pode ser até que tenham permanecido em Leopoldina, seja na Colônia ou na área urbana. Alguns de nossos entrevistados mencionaram famílias alemãs que viviam na Constança na década de 1920. Infelizmente, porém, até o momento não sabemos se eram os colonos aqui mencionados. Somente a localização de algum descendente poderá nos fornecer alguma pista que permita estudá-los.

Novembro na Colônia Agrícola da Constança

O dia 25 de novembro marca a posse de #colonos em 1910 e 1911.

Há 99 anos José Manoel da Costa assinou o contrato de aquisição do lote número 40. Um ano depois, ou seja, há 98 anos, foi a vez de Manoel Gomes Pardal (2 e 63), Vittorio Carraro (7) e Fortunato Bonini (23).

À excecão de José Manoel, de quem nada conseguimos apurar, os outros colonos marcaram a vida da comunidade. O português Manoel Gomes Pardal com a esposa Maria Ilidia deixou grande descendência em Leopoldina. Os italianos Carraro e Bonini são até hoje mencionados em qualquer conversa sobre a Colônia. São famílias que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura de subsistência em nossa cidade e deixaram descendentes atuando nas mais diferentes profissões.

Projeto de Natal Anjos de Luz




OBJETIVO

Corais, bandas, entre outras atrações artísticas, farão parte do Natal "Anjos de Luz", evento que deve marcar o Natal 2009 como um dos maiores acontecimentos já realizados em Leopoldina.

A abertura oficial do Natal 2009 será no dia 12 de novembro - Dia da Cultura, com a premiação do III Concurso de Cartões de Natal, envolvendo alunos de 12 a 16 anos das escolas municipais, estaduais e particulares de Leopoldina, um projeto de Maria Lúcia Braga com patrocínio da Energisa e da Fundação Ormeo Botelho Junqueira.

Dando continuidade com o evento teremos no dia 13 de novembro com a “Noite de Luz” – Jantar Clube do Moinho – Promoção da APIL e no dia 03 de Dezembro o aclamado Conserto de Natal do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado.

Este Concerto de Natal marca o encerramento do ano letivo: congregando alunos, professores, funcionários, pais de alunos e toda a comunidade leopoldinense em torno de uma ação cultural que se torna a cada ano mais esperado.

O Concerto vai acontecer no prédio do antigo Ginásio Leopoldinense, que é o único prédio tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual na cidade, onde funciona a Escola Estadual Professor Botelho Reis e o Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, no segundo andar. Todo o prédio é iluminado e decorado para o Natal.

Com um coro de aproximadamente 300 pessoas, formado por alunos, professores e demais funcionários, é acompanhado por uma banda integrada por professores e alunos.

O repertório é composto de músicas sacras, eruditas e populares enfocando sempre as canções que falam de paz, amor e vida.

Durante todos os finais de semana no mês de dezembro, várias atrações locais estarão apresentando músicas natalinas em espaços pré-definidos.

Paralelamente, todo o comércio local será convidado a participar, decorando as árvores com luzes brancas e também suas vitrines.

Natal "Anjos de Luz" vai marcar pela qualidade, diversidade, beleza plástica e principalmente pela mensagem que deixa.

PUBLICO

Comunidade de Leopoldina

RESULTADO ESPERADO

Estimular o comércio local.

Com estes eventos, espera-se proporcionar aos moradores e toda a região um sentimento de solidariedade, de paz e amor. Este momento será único, pois com esse evento Leopoldina passa a se situar como um dos principais destinos de lazer para as festas de fim de ano.

REALIZAÇÃO

Prefeitura Municipal de Leopoldina
Secretaria Municipal de Cultura
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
APIL
Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho
Conservatório Estadual de Música “Lia Salgado”
Agência de desenvolvimento de Leopoldina
ACIL – Associação Comercial e Industrial de Leopoldina
Maria Lúcia Braga

APOIO
Energisa
Fundação Ormeu Junqueira Botelho

A Origem da Fazenda Constança

Um leitor nos pergunta se o nome dado à Colônia Agrícola instalada em Leopoldina, em 1910, é homenagem a uma determinada pessoa. Sugerimos a leitura de duas de nossas colunas recentes, no jornal Leopoldinense, em 1 de outubro e 16 de outubro, nas quais historiamos a origem da Fazenda Constança. Nestes textos explicamos que a Colônia tem o nome de uma das antigas propriedades que a constituíram.

Música ao vivo em Piacatuba

Dia 12 de dezembro, sábado, a partir das 21 horas, música ao vivo com Vinícius - voz e violão, na Pousada e Restaurante Bom Gosto, Piacatuba. telefone: 32-3447.2277.

Comentário sobre os Benatti

Em relação ao comentário de Bruno Benatti informamos que o Giuseppe Benatti, mencionado na postagem Em Busca da Família Benatti em 13 de agosto passado, chegou acompanhado da esposa Argia e da filha Maria, conforme o livro da Hospedaria Horta Barbosa códice SA-925, página 84. Não temos outras informações a respeito.

Aos Nossos Amigos e Leitores

Informamos que foi necessário interromper a publicação de nossas pesquisas para atender a um convite muito especial. Recebemos pedido de um texto sobre a história da Colônia Agrícola da Constança para ser utilizado com alunos do Ensino Fundamental no próximo semestre letivo. É necessário adaptar a linguagem e criar os recursos multimídia adequados.

Tivemos que fazer esta opção por não dispormos de tempo para atender aos múltiplos compromissos simultaneamente. Estamos na etapa final do projeto de resgate da memória da Imigração em Leopoldina e queremos cumprir o cronograma estabelecido. Aos poucos voltaremos a atualizar este blog.

Marco Civil na Internet

Segui a dica da Revista Digital e fui conferir. Acho que interessa a todos nós. Sugiro uma visita. Alguns comentários dão pistas de que está nascendo uma polarização. Já estou seguindo o http://twitter.com/marcocivil

De volta aos Anzolin

O sobrenome #Anzolin motivou diversas consultas, razão pela qual apresentamos um resumo do histórico desta família.

Secondiano Anzolin nasceu por volta de 1845 na Itália e chegou a Santos, SP, aos 21 de janeiro de 1901, segundo para Piracicaba, SP.

Mas na zona da mata mineira já viviam as famílias de Giacomo e Giuseppe Anzolin, ambos imigrados em 1894, vivendo em São João Nepomuceno e Rio Novo respectivamente.

Secondiano era casado com a italiana Maria Amadio com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos:

1 - Giovanni Ottavio Anzolin.

2 - Basilio Anzolin.

3 - Elisabetta Anzolin nascida por volta de 1885.

4 - Osvaldo Antonio Anzolin nascido por volta de 1887, radicou-se em Brotas, SP, onde deixou descendentes.

5 - Stela Anzolin nascida por volta de 1892.


Alguns filhos de Secondiano e Maria voltaram à Itália logo após a primeira viagem ao Brasil. Este é o caso de Giovanni Ottavio Anzolin, nascido aos 23 de março de 1878 em Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. Em 1910 Giovanni residia em território austríaco onde obteve passaporte no mês de março, chegando ao Rio no dia 4 de novembro daquele ano.

No dia 11 de janeiro de 1911 Giovanni Ottavio Anzolin instalou-se na Colônia Agrícola da Constança, lote 55.

Giovanni casou-se com Rosa Pasianot, filha de Antonino Pasianot e Mariana Corali, em 26 dezembro 1899 em Cinto Caomaggiore, Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. Rosa nasceu cerca de 1879 em Pravisdomini, Pordenone, Friuli-Venezia Giulia, Italia.

Giovanni e Rosa tiveram os seguintes filhos:

a) Maria Anzolin nasceu em 1904 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com João Batista Gallito, filho de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 26 julho 1922 em Leopoldina, MG. João nasceu aos 30 de agosto de 1896 em Leopoldina, MG.

b) Antonia Anzolin nasceu em 1906 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com Balthazar Gallito, filho de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 16 maio 1923 em Leopoldina, MG. Balthazar nasceu em 1901 em Leopoldina, MG.

c) Otavio Anzolin nasceu em 1902 em Pramaggiore, Venezia, Veneto, Italia. Casou-se com Cecília Mariana Gallito, filha de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 16 maio 1923 em Leopoldina, MG. Cecília nasceu em 16 março 1905 em Leopoldina, MG.

d) Costantino João Anzolin nasceu no dia 20 de agosto de 1914 em Leopoldina, MG.

e) Eleonor Veronica Anzolin nasceu em 9 fevereiro 1917 em Leopoldina, MG.

f) Genoveva Anzolin.

g) Geraldo Anzolin.

O segundo filho de Secondiano Anzolin e Maria Amadio foi Basilio Anzolin, nascido aos 3 de junho de 1881 em Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. No dia 11 de janeiro de 1911 Basílio instalou-se no lote 57 da Colônia Agrícola da Constança.

Basilio era casado com Antonia Ramanzi, filha de Luigi Ramanzi. Antonia nasceu por volta de 1884 na Itália e faleceu aos 22 de março de 1919 em Leopoldina, MG.

Basilio e Antonia tiveram os seguintes filhos:

a) Maria Anzolin nasceu em abril 1912 em Leopoldina, MG onde faleceu a 11 abril 1912.

b) Antonio Anzolin nasceu  em 12 maio 1913.

c) José Luiz Anzolin nasceu  em 26 julho 1915.

d) Maria Luiza Anzolin nasceu em 21 dezembro 1916 em Leopoldina, MG. Casou-se com Abilio Moroni.

Basilio casou-se a segunda vez com Luiza Gallito, filha de Giovanni Gallito e Elisa Borella, em 4 julho 1921 em Leopoldina, MG. Luiza nasceu em aos 23 de agosto de 1892 em Leopoldina, MG.

Basilio e Luiza tiveram os seguintes filhos:

e) Germano Lucas Anzolin nasceu por volta de 1922.

f) Carolina Regina Anzolin nasceu por volta de 1924. Casou-se com Antenor Maria de Oliveira.

g) Maria Santina Anzolin nasceu por volta de 1927.

h) Faustino Secondiano Anzolin nasceu por volta de 1930.

i) Donatila Julieta Anzolin.

j) Carmita Isabel Anzolin que se casou com Custódio Ávila de Oliveira.

Outubro de 1911: posse de colonos

Em outubro de 1911 foram assinados contratos relativos a dois lotes da Colônia Agrícola da Constança.

No dia 26 o lote número 21 foi vendido a Francesco Abolis. A propriedade tinha sido vendida a Angelo Bucciol em dezembro de 1910 e abandonada em junho de 1911. No dia 11 de março de 1912 nasceu e faleceu um filho de Francesco. Em abril seguinte foi a óbito a esposa do colono, cuja causa foi assinalada como Nefrite. Não há outras referências à família em Leopoldina.

No dia 31 de outubro foi a vez de Braz Brando assinar o contrato de compra do lote 61. Este colono casou-se, em 1913, com Vitoria Meccariello, filha do proprietário do lote 5. Mas em 1942 já não há referências à permanência dos Brando na Colônia Agrícola da Constança.

Consulta sobre Albertoni

Alice #Albertoni escreveu perguntando por um personagem não localizado em nosso banco de dados. Trata-se de Mathias Albertoni que teria nascido em Leopoldina em 1880. O mais próximo que encontramos foi o seguinte.

O italiano Matherino Albertoni foi pai de Giacinto Albertoni, nascido por volta de 1876 na Itália.

Ainda não descobrimos quando Giacinto chegou ao Brasil. Na zona da mata são encontrados diversos grupos de mesmo sobrenome, com destaque para os descendentes de Angela Albertoni que chegou em 1889, Giuseppe Albertoni imigrado em 1894 e outra Angela Albertoni que em 1897 chegou em Guarará, MG.

Em 1904 Giacinto já vivia em território de Leopoldina, tendo sido alistado como eleitor no distrito de Tebas.

Era casado com a italiana Regina Calzavara, filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantabulo. A família de Regina passou ao Brasil em 1888, tendo viajado pelo vapor Washington, junto com outras famílias também radicadas em Leopoldina.

Giacinto e Regina foram pais de, pelo menos:
1 - Mario Albertoni nascido no dia 2 de outubro de 1903 em Piacatuba, Leopoldina, MG.
2 - Milton José Albertoni nascido aos 12 de abril de 1905 em Leopoldina, MG.

Os Albertoni, assim como os Calzavara, vincularam-se a diversas outras famílias de imigrantes através do casamento entre descendentes.

Giuseppe e Giovanni Fanni

Giuseppe #Fanni nasceu por volta de 1858 em Villasalto, Cagliari, Sardegna, Italia. Passou ao Brasil pelo vapor Aquitaine, sendo registrado na Hospedaria Horta Barbosa a 28 de junho de 1897. Saiu da Hospedaria com destino a Argirita, MG.

Era casado com a italiana Angelina Agus que nasceu por volta de 1857.

Eles tiveram os seguintes filhos:
1 - Sebastiano Fanni nasceu por volta de 1884. Casou-se com Adelaide Fanni, filha de Giovanni Fanni e Pasqua Vargiolo, em 22 dezembro 1906 em Leopoldina, MG. Adelaide nasceu por volta de 1886 em San Vito, Cagliari, Sardegna, Italia. Foram pais de Tereza Fanni nascida aos 13 novembro 1907 em Leopoldina, MG e ali batizada no dia 1 de janeiro do ano seguinte

2 - Marcelo Fanni nasceu por volta de 1886. Casou-se com Ana Stora, filha de Giuseppe Stora e Maria Sallai, em 21 outubro 1911 em Leopoldina, MG. Ana nasceu por volta de 1890 em Italia. Foram pais de Angelina, nascida aos 5 de abril de 1914 em Leopoldina, MG e ali batizada no dia 22 de novembro do mesmo ano.

3 - Salvatore Fanni nasceu por volta de 1889 em Villasalto, Cagliari, Sardegna, Italia.Casou-se com com Maria José Morciri, filha de Giuseppe Morciri e Virginia Pizo, em 6 setembro 1913 em Leopoldina, MG. Maria José nasceu por volta de 1891.

4 - Antonio Fanni nasceu por volta de 1891. Casou-se com Rozalina Bouzada, filha de Maria Romana, em 30 julho 1919 em Barão de Monte Alto, MG. Rozalina nasceu em Rio Novo, MG. Foram pais de Maira, Silvio, Geraldo e Lourdes Fanni Bouzada.

5 -     Giuseppino Fanni nasceu por volta de 1892 em Villasalto, Cagliari, Sardegna, Italia.

6 - Pasqualina Fanni nasceu cerca de 1895 em Villasalto, Cagliari, Sardegna, Italia.
 
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Giovanni Fanni nasceu por volta de 1858 em San Vito, Cagliari, Sardegna, Italia. Viajou pelo vapor Italia, dando entrada na Hospedaria Horta Barbosa no dia 16 de abril de 1897, saindo no dia 28 com destino a Leopoldina.

Era casado com a italiana Pasqua Vargiolo.

Eles tiveram os seguintes filhos:
1 - Adelaide Fanni nascida por volta de 1886. Casou-se com Sebastiano Fanni, filho de Giuseppe Fanni e Angelina Agus, em 22 dezembro 1906 em Leopoldina, MG.

2 - Chiara Fanni nascida por volta de 1889. Casou-se com Raul Lucas Rafael, filho de Lucas Rafael e Herculana de Jesus, em 12 de setembro de 1908 em Leopoldina, MG. Foram pais de Maria Angela, nascida aos 2 de agosto de 1909 em Leopoldina e de Antonio, também nascido em Leopoldina aos 14 de setembro de 1911 em Leopoldina, MG.

3 - Giuseppino Fanni nascido por volta de 1892. Casou-se com Maria Antonia de Jesus, filha de José Maria Alpoim e Maria Francisca da Conceição, em 2 de maio de 1914 em Leopoldina, MG. Tiveram, pelo menos, dois filhos nascidos em Leopoldina: Floripes (27 julho 1915) e José Fanni (7 março 1917).

4 - Luigino Fanni nascido por volta de 1896 em San Vito, Cagliari, Sardegna, Italia.

5 - Felix Fanni nasceu aos 17 de julho de 1897 em Leopoldina, MG.

6 - Maria Tereza Fanni nasceu no dia 1 de julho de 1900 em Leopoldina, MG, onde foi batizada no dia 10 de agosto do mesmo ano.

Agradecemos a colaboração da descendente Dulce Fanni.

Outubro de 1910 na Colônia Agrícola da Constança

Em outubro de 1910 foram assinados contratos de venda de quatro #lotes da #Colônia Agrícola da #Constança. Provavelmente só um destes colonos permaneceu em Leopoldina.

O colono identificado como Henrique Mihe, que assinou o contrato do lote 30 no dia 5 de outubro de 1910, deve tê-lo abandonado logo depois, já que o mesmo lote aparece como de propriedade de Giovanni Lupatini em relatórios de anos posteriores.

No dia 19 de outubro os imigrantes Rudolf Rottemberg e João Jorge Klaiber assinaram contratos para compra dos lotes 44 e 48 respectivamente. Nos dois casos era a segunda venda. O lote 44 tinha sido vendido no dia 27 de janeiro para Franz Schaden, que o abandonou dois meses depois. Já o lote 48 tinha sido vendido em dezembro de 1909 para Franz Negedlo, que dele saiu em agosto de 1910. Até o momento não encontramos indicadores de que os segundos compradores tenham permanecido na Colônia. Pode ser que os nomes tenham sido tão profundamente modificados que não permitiram vincular outras referências porventura existentes.

O último contrato de outubro de 1910 foi assinado no dia 20 por João Simão Raipp e se refere ao lote 22, que foi revendido antes da emancipação da Colônia em 1921. O colono Raipp foi casado com Francisca Maria de Aguiar, com quem teve pelo menos os filhos Maria da Luz e Tomé.

Família Abolis em Leopoldina

Leopoldo #Abolis nasceu na Itália ou na Áustria. Instalou-se na Colônia Agrícola da Constança no dia 11 de janeiro de 1911, lote 28. Abandonou o lote em 1918, transferindo-se para o Espírito Santo.

Era casado com Camila Locatelli, italiana. Tiveram os seguintes filhos:

1 - Enrico Abolis nascido por volta de 1902 na Itália ou na Áustria, falecido aos 22 de abril de 1916 em Leopoldina, MG;

2 - Narciso Pedro Abolis nascido por volta de agosto de 1910 e falecido aos 7 de março de 1911 em Leopoldina, MG;
 
3 - Baptista Narciso Abolis nascido em junho de 1913 em Leopoldina, onde faleceu no dia 23 de novembro de 1913;
 
4 - Arlindo Abolis nascido por volta de 1920 em Mimoso do Sul, ES;
 
5 - Domingos Abolis;
 
6 - Antonia Abolis;

7 - Akires Abolis;
 
8 - Sebastião Abolis;
 
9 - Rosa Abolis;
 
10 - José Abolis;
 
11 - Orlando Abolis.

Francesco Abolis, provavelmente da família de Leopoldo, nasceu na Itália ou na Áustria. Instalou-se na Colônia Agrícola da Constança no dia 26 de outubro de 1911, lote 21.

Era casado com a italiana Maria, que faleceu em Leopoldina no dia 6 de abril de 1912, em consequência de problemas no parto de uma criança falecida aos 11 de março de 1912.

Italianos em Leopoldina

Após a postagem do dia 7 de outubro, em que apresentamos os sobrenomes dos imigrantes identificados em Leopoldina, diversos leitores escreveram pedindo dados sobre as famílias. Aos que indicaram um e-mail para resposta, já enviamos o link do site onde estão alguns de nossos textos. Ao mesmo tempo, começamos a preparar novas postagens que virão aqui para o blog nos próximos dias.

Para facilitar a busca no banco de dados, pedimos a todos que informem nome completo do imigrante e época em que viveu na cidade. Além disso, é importante indicar um e-mail mas esclarecemos que não será divulgado aqui no blog.

Cineclub em Leopoldina

Informativo da MAISS CONHECIMENTO


No último dia 24 de setembro foi exibido na ACIL, em Leopoldina, o filme alemão “A Onda” (Welle, Die). Esta sessão, promovida pelo Cineclube Cumbuca, teve a parceria da Secretaria Municipal de Cultura, através da Maiss Conhecimento, que negociou junto a distribuidora a liberação da exibição do filme.

Filme polêmico, que faz parte da nova safra do cinema alemão, dirigido por Dennis Gansel, o longa teve uma indicação na Competição Dramática Internacional do Festival de Sundance 2008 por narrar à história real de um professor que em 1967, nos EUA, tenta explicar o nazismo a seus alunos, através de uma atividade chamada ‘A onda’. Após mostrar na prática como nasce, cresce e se sustenta ideologicamente um regime totalitário, ele vê seus alunos não só acolherem a idéia, como passarem a se comportar de tal forma que o experimento quase descamba para uma tragédia em apenas cinco dias.

Segundo Rodolfo Lima, consultor da Maiss Conhecimento, esta parceria firmada, proporciona à população de Leopoldina a oportunidade de conhecer belas obras cinematográficas que, na maioria das vezes, não são oferecidas em DVD. Vale ressaltar que o filme continua em exibição nos cinemas das capitais brasileiras.

Rodolfo Lima antecipa a informação sobre o próximo filme a ser exibido pela parceria: “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei”. Documentário sobre a ascensão e queda de Wilson Simonal (1939-2000).

A data da sessão será informada pelo Cineclube Cumbuca. Acesse através do endereço

O Cineclube Cumbuca é coordenado por Oswaldo Giovannini Junior, Thaylis Carneiro, Rosenilha Fajardo e Iano Oliveira. Funciona todas as quintas no prédio da ACIL, na Rua Ribeiro Junqueira às 19h00min horas. A entrada é franca.

XII - Sobrenomes

Este capítulo se encerra com os sobrenomes identificados e que representam o esforço para resgatar um pouco da memória de tantos imigrantes italianos que habitaram o município de Leopoldina.

Abolis, Agus, Albertoni, Amadio, Ambri, Ambrosi, Andreata, Andreoni, Andreschi, Anselmo, Antinarelli, Antonelli, Antonin, Anzolin, Apolinari, Apova, Apprata, Arleo, Aroche, Artuzo

Bagetti, Balbi, Balbini, Baldan, Baldasi, Baldini, Baldiseroto, Baldo, Baqueca, Barbaglio, Barboni, Barra, Bartoli, Basto, Battisaco, Beatrici, Beccari, Bedin, Bellan, Benetti, Bergamasso, Berlandi, Bernardi, Bertini, Bertoldi, Bertulli, Bertuzi, Bestton, Betti, Bighelli, Bigleiro, Bisciaio, Bogonhe, Boller, Bolzoni, Bonini, Bordin, Borella, Bovolin, Brandi, Brando, Breschiliaro, Bresolino, Bronzato, Bruni, Bugghaletti, Bullado, Buschetti

Cadeddu, Cagliari, Caiana, Calloni, Caloi, Calza, Calzavara, Campagna, Campana, Cancelliero, Canova, Capetto, Cappai, Cappi, Capusce, Carboni, Carmelim, Carminasi, Carminatti, Carrara, Carraro, Casadio. Casalboni. Casella. Cassagni, Castagna, Castillago, Cataldi, Catrini, Cavallieri, Cazzarini, Cearia, Ceoldo, Cereja, Cesarini, Chiafromi, Chiappetta, Chiata, Chinelatta, Chintina, Ciovonelli, Cobucci, Codo, Colle, Columbarini, Contena, Conti, Corali, Corradi, Corradin, Cosenza, Cosini, Costa, Costantini, Crema, Cucco

Dal Canton, Dalassim, Dalecci, Dalla Benelta, Danuchi, Darglia, De Angelis, De Vitto, Deios, Donato, Dorigo, Duana

Eboli, Ermini, Estopazzale

Fabiani, Faccin, Faccina, Fachini, Falabella, Falavigna, Fannci, Fanni, Farinazzo, Fazolato, Fazzolo, Federici, Fermadi, Ferrari, Ferreti, Ferri, Fichetta, Filipoli, Filoti, Finamori, Finense, Finotti, Fioghetti, Fiorato, Fofano, Fois, Fontanella, Formacciari, Formenton, Fovorini, Franchi, Franzone, Fucci, Fuim

Galasso, Gallito, Gallo, Gambarini, Gambato, Gasparini, Gattis, Gazoni, Gazziero, Gentilini, Geraldi, Geraldini, Gessa, Gesualdi, Ghidini, Giacomelle, Giamacci, Gigli, Gismondi, Giudici, Giuliani, Gobbi, Gorbi, Gottardo, Grace, Graci, Grandi, Griffoni, Grilloni, Gripp, Gronda, Gruppi, Guarda, Guardi, Guelfi, Guerra, Guersoni, Guidotti

Iborazzati, Iennaco

La Rosa, Lai, Lamarca, Lami, Lammoglia, Lazzarin, Lazzaroni, Leoli, Lingordo, Locatelli, Locci, Loffi, Longo, Lorenzetto, Lorenzi, Lucchi, Lupatini

Macchina, Maciello, Magnanini, Maiello, Maimeri, Malacchini, Mamedi, Mancastroppa, Mantuani, Manza, Maragna, Marangoni, Marassi, Marcatto, Marchesini, Marchetti, Marda, Marinato, Mariotti, Marsola, Martinelli, Marzilio, Marzocchi, Matola, Matuzzi, Mauro, Mazzini, Meccariello, Melido, Meloni, Melugno, Menegazzi, Meneghelli, Meneghetti, Mercadante, Mescoli, Meurra, Miani, Minelli, Minicucci, Misalulli, Mona, Monducci, Montagna, Montovani, Montracci, Morciri, Morelli, Moroni, Morotti

Nacav, Naia, Nani, Netorella, Nicolini, Nocori

Pacara, Pachiega, Padovan, Paganini, Pagano, Paggi, Panza, Pasianot, Passi, Pavanelli, Pazzaglia, Pedrini, Pedroni, Pegassa, Pelludi, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Petrolla, Pezza, Piatonzi, Picci, Piccoli, Pierotti, Pighi, Pinzoni, Piovesan, Pittano, Pivoto, Piza, Porcenti, Porcu, Pradal, Prete, Previata, Principole, Properdi

Rafaelli, Raimondi, Ramalli, Ramanzi, Ramiro, Rancan, Ranieri, Rapponi, Ravellini, Reggiane, Richardelli, Righetto, Righi, Rinaldi, Rizochi, Rizzo, Roqueta, Rossi

Sabino, Saggioro, Sallai, Saloto, Samori, Sampieri, Sangalli, Sangiorgio, Santi, Sardi, Scantabulo, Scarelli, Schettini, Sedas, Sellani, Simionato, Sparanno, Spigapollo, Spoladore, Steapucio, Stefani, Stefanini, Stora

Taidei, Tambasco, Tartaglia, Tazzari, Tedes, Testa, Tichili, Toccafondo, Todaro, Togni, Tonelli, Tosa, Traidona, Trimichetta, Tripoli, Trombini

Valente, Vargiolo, Varoti, Vavassovi, Vechi, Venturi, Verona, Veronese, Vigarò, Vigeti, Viola, Vitoi

Zaccaroni, Zachini, Zaffani, Zamagna, Zamboni, Zamime, Zanetti, Zaninello, Zannon, Zecchini, Zenobi, Ziller, Zini, Zotti

XI - Números

Números são sempre perguntados por alguns leitores. Ao longo destes anos chegamos a alguns deles. O primeiro refere-se aos personagens nascidos na Itália que, segundo as fontes consultadas, somaram 1.867 (um mil, oitocentos e sessenta e sete) pessoas. Ao finalizar o estudo, obtivemos a uma lista de 597 (quinhentos e noventa e sete) sobrenomes de imigrantes italianos em Leopoldina.

Reiteramos que estes dois números sofreram modificações entre a data em que o levantamento foi concluído - maio de 2003, e a finalização do trabalho em junho de 2009. Conforme já foi dito, nomes foram excluídos ou acrescentados por diversas razões. As exclusões ocorreram por variações no nome de um mesmo imigrante, por descobrir posteriormente que o personagem não residiu no município ou por só ter sido mencionado em uma única fonte. Os acréscimos ao total inicial foram, basicamente, consequência de correção de falhas não observadas na primeira análise.

Do universo final de sobrenomes, 406 (quatrocentos e seis) pertencem a imigrantes sobre os quais reunimos um maior número de informações. Em sua maioria são de famílias que ainda vivem em Leopoldina, muito embora nem todas o preservem na forma original. Além do que, habitualmente o italiano não transmitia ao descendente o sobrenome materno.

Olimpíadas de História

As Olimpíadas de História mostram que conhecimento se constrói a cada experiência
por Natania Nogueira


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X - Delimitando o Universo Pesquisado

Muitos nomes foram excluídos da listagem por terem sido localizados em apenas uma das fontes consultadas. Em alguns casos foi possível descobrir que, embora o casamento tenha sido realizado na Paróquia de São Sebastião, os noivos não residiam em Leopoldina. Também muitos nomes constantes nos registros de hospedaria como tendo sido contratados por fazendeiros do município, na realidade desembarcaram em uma de suas estações ferroviárias mas foram trabalhar em municípios vizinhos, como Palma, Cataguases e Muriaé. No sentido inverso, imigrantes contratados para trabalhar em outros municípios fixaram residência em Leopoldina poucos meses depois. Entre estes, além dos acima citados há os que foram inicialmente para Ubá, Astolfo Dutra e São João Nepomuceno. Importante destacar, ainda, que Recreio e Argirita eram distritos de Leopoldina no período analisado.

Portanto, é preciso esclarecer que o resultado encontrado não pode ser considerado como definitivo, mas tão somente um esboço que prescinde de maior aprofundamento. Talvez o leitor se pergunte se, a partir da afirmação de que muito ainda há por fazer, não seria mais conveniente adiar a publicação ora encetada. Neste caso, sugere-se um argumento em contrário, no sentido de considerar que, após 15 anos de pesquisas, não foi possível atingir plenamente o objetivo proposto, ou seja, responder adequadamente à questão que motivou o estudo. Se depois de todo este tempo não foi possível identificar todos os imigrantes que aqui viveram entre 1880 e 1930, abandonar o material já reunido seria desistir de comunicar aos moradores de Leopoldina o conhecimento adquirido até então. Esta é, portanto, uma conclusão provisória que se espera seja utilizada pelos próximos pesquisadores.

IX - Alterações em núcleos familiares

Não foram poucos os casos em que um mesmo personagem apareceu com diversas formas de nomes. Somente após inúmeras comparações foi possível reuni-los sob um único sobrenome. Provavelmente muitos mais ainda o serão, quando outros estudiosos complementarem o estudo que ora se conclui.

Por outro lado, ao longo do tempo fomos levados a recompor diversos núcleos, ampliando o número de personagens de nosso estudo. Para este fato, citamos três exemplos.

Sabemos, entre outros, que Giovanni foi transformado em João, Giuseppe em José, Giordano em Jordão e Pietro em Pedro. Sabemos também que muitos italianos receberam dois nomes no nascimento mas que muitas vezes o segundo nome não foi preservado nos registros realizados aqui no Brasil. Portanto, ao localizarmos o batismo do filho dos italianos João e Amália, fizemos uma comparação com os outros dados já recolhidos sobre o grupo familiar e na maioria das vezes concluíamos tratar-se do filho do casal Giovanni-Amabile.

Num destes casos, entre os batismos dos filhos encontramos as seguintes variações para o nome do pai: João, Jovão e Jovane. A mãe apareceu como Maria Amalia, Amalia, Adelia e Maria Adelia. Em nosso banco de dados tínhamos o casal Giovanni-Amabile. Considerando que os oito batismos indicaram que as crianças nasceram a um intervalo médio de 17 meses, e que a primeira criança nasceu 11 meses após o casamento dos pais, montamos o grupo familiar após verificar que os padrinhos das crianças incluíam sempre um dos avós.

Quando fizemos uma revisão no livro de sepultamentos do cemitério de Leopoldina, percebemos que uma das crianças aparecia como filha de "Jordão". Decidimos refazer outras buscas e consultas a familiares, tendo descoberto que existiu um Giordano na família. Este personagem passou ao Brasil antes dos pais, foi para o estado de São Paulo e só veio para Leopoldina muitos anos depois, já casado e com filhos. Além disso, faleceu em outro estado para onde seus filhos tinham migrado na década de 1920. Mais algumas consultas e aquele grupo familiar foi acrescido de mais 6 pessoas: Giordano, a esposa que também se chamava Amabile e 3 filhos homônimos dos primos nascidos em Leopoldina.

O segundo exemplo é relativos aos irmãos Antonio Sante, Antonio Agostino e Agostino Sante. Os três casaram-se com mulheres de nome Maria e tiveram filhos a intervalos que permitiria localizá-los num mesmo núcleo familiar.

O terceiro caso é dos irmãos Giovanni, Giovanni Battista e Battista Fortunato, cujas esposas se chamavam Ana, Maria e Mariana. Nos assentos paroquiais estes irmãos aparecem ora como João, João Batista ou apenas Batista e as esposas aparecem como Ana Maria ou apenas Maria.

VIII - Análise do Resultado

É reconhecida a impossibilidade de se retratar fielmente o passado, uma vez que, por mais que se controle a análise dos documentos, ela é sempre orientada pelo presente, ou seja, pela interpretação que o pesquisador é capaz de fazer dos vestígios que consegue recuperar.

Destacamos, a propósito, que em Apologia da História (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, p.73) Marc Bloch chama a atenção para as características da observação, já que
o conhecimento de todos os fatos humanos no passado deve ser um conhecimento através de vestígios.
Este autor indica a contribuição das testemunhas como fonte subsidiária para que o pesquisador volte no tempo se fazendo acompanhar de materiais fornecidos por gerações passadas. Entretanto, alerta (p. 75),

o conhecimento do passado é uma coisa em progresso, que incessantemente se transforma e aperfeiçoa.

Assim é que, através de pistas fornecidas pelos colaboradores, foi possível fazer uma comparação entre as citações encontradas nas fontes. Inclusive, e isto é de enorme importância, entrevistas indicaram caminhos para se identificar transformações sofridas por grande número de sobrenomes italianos.

Nunca será excessivo mencionar dois exemplos clássicos. Num deles, um italiano aparece no registro de estrangeiros como Severino Terceira, nome que dificilmente será original. O outro caso é o de Sancio Maiello que se transformou em Francisco Ismael.

VII - Outras buscas


Uma outra fase do levantamento foi realizada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. Ali foram encontrados alguns processos de registro dos estrangeiros que viviam em território nacional na década de 1940. Além disso, contamos com a prestimosa colaboração do saudoso Luiz Raphael, que mantinha no Espaço dos Anjos um bom número de cópias de documentos deste gênero.

Numa outra fase do projeto, a contribuição de nossos entrevistados foi muito importante. De modo geral, abordamos descendentes e antigos moradores de Leopoldina para uma conversa informal. Evidentemente levávamos um roteiro dos pontos de nosso interesse, mas sempre optamos por entrevistas semiestruturadas por acreditarmos que os interlocutores se sentiriam mais à vontade. Nestes contatos, além de nos contarem o que sabiam sobre os imigrantes, muitas vezes nos ofereceram documentos e fotografias.

VI - Processo de Busca

Inicialmente foram listados os nomes constantes das fontes encontradas, relativos a um espaço de tempo mais amplo do que o recorte temporal especificado. Os livros paroquiais consultados foram os de batismo de 1852 a 1930 e os de casamentos de 1872 a 1930.

Esta coleta permitiu estabelecer o período provável de entrada dos imigrantes entre 1875 a 1910, o qual determinou as buscas nas listas de passageiros e nos livros das hospedarias. Entretanto, só foi possível localizar registros de hospedarias entre 1888 e 1901.

Quanto aos livros de sepultamento, só foram encontrados os do cemitério da sede municipal a partir de 1889. Por não terem sido localizados os livros relativos aos distritos de Leopoldina, seria necessária uma busca pessoal em cada cemitério, correndo-se o risco de inúmeras falhas por não terem sido preservadas todas as lápides. Optamos, então, por registrar apenas os óbitos localizados nas fontes textuais disponíveis.

Da mesma forma, não houve sucesso na tentativa de levantamento intensivo dos registros de compra e venda de imóveis. O Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina permitiu, uma única vez, que se consultasse um arquivo com fichas descritivas. Outras informações do gênero foram obtidas em certidões gentilmente fornecidas por familiares, em processos de inventário, nos Relatórios da Colônia Agrícola da Constança e em notícias de jornais.

V - Teoria Necessária

Em História e Memória (4. ed. Campinas: Unicamp, 1996), Jacques Le Goff declara que  o passado é possível recuperar duas formas de memória: os monumentos e os documentos. Monumento é o que pode evocar o passado e permitir a recordação do vivido, como estátuas, construções e atos escritos. Assim como os monumentos entendidos nesta acepção, os documentos históricos são também monumentos, produzidos conscientemente para deixar registrado um momento, uma passagem ou uma forma de ordenamento social. O documento escrito é resultado da escolha de quem o produziu, baseado nas concepções vigentes ao seu tempo.

Acrescente-se o ensinamento de Michel de Certeau em A Escrita da História (2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p.81) a respeito da produção de documentos pelo pesquisador. Ao iniciar um trabalho, é necessário separar o material e reordená-lo na forma adequada ao estudo que se pretende. Este movimento é designado como produção de documentos de pesquisa. Portanto, numa pesquisa historiográfica podem ser utilizados documentos históricos (monumentos) para se produzir documentos de pesquisa. O estudioso, segundo Michel de Certeau, não aceita simplesmente os dados, mas combina-os para constituir as fontes sobre as quais atuará.

Sobre este aspecto, lembremo-nos de Carlo Ginsburg em Mitos, emblemas, sinais (São Paulo: Cia das Letras, 1990) quando chama a atenção para o fato de que se deve dar prioridade à fonte original, procurando o que é peculiar e importante para reconstruir um acontecimento do passado de acordo com os objetivos do estudo que se realiza.

IV - Período a ser analisado

Todo pesquisador sabe que é fundamental estabelecer um recorte temporal para tornar viável o empreendimento. Sabe, também, que é necessário estabelecer adequadamente o seu objeto de pesquisa.

No caso em pauta, era aconselhável restringir o número de pessoas a serem estudadas. Entretanto, levantou-se a hipótese de variações em torno da lista de nomes identificados nos livros paroquiais. Desta forma, ficou estabelecido que seriam acrescentados os nomes que surgissem nos demais documentos disponíveis e que a citação em mais de uma fonte seria tomada como base para o reconhecimento do imigrante como residente em Leopoldina.

Sendo assim, decidimos que o período de análise corresponderia à segunda fase da história de Leopoldina, ou seja, entre 1880 e 1930.

III - Pensando a Pesquisa

A justificativa para realizar a busca foi facilmente delineada. Embora os moradores de Leopoldina reconheçam que o centro urbano é habitado por grande número de descendentes de italianos, não se sabe de iniciativas de valorização desta comunidade. A exceção é a representação que ocorre anualmente na Feira da Paz, evento em que os clubes de serviço promovem atividades festivas de congraçamento. Procuramos por um representante da comunidade, sem sucesso. Órgãos representativos também não existiam. E as pessoas consultadas demonstraram nada saber sobre a chegada dos primeiros italianos e a trajetória daquelas famílias.


Ao ser esboçado o projeto, foi feito um levantamento das fontes passíveis de serem analisadas. Decidimos que os dados obtidos no levantamento dos livros paroquiais seriam comparados com os registros de entrada de estrangeiros; processos de registro dos que viviam no município por ocasião do Decreto 3010 de 1938; livros de sepultamento; pagamento de impostos e tributos municipais; escrituras de compra e venda de imóveis; e notícias em periódicos locais. Esclarecemos que o Decreto citado foi promulgado por Getútlio Vargas e determinava que todo imigrante residente em território nacional deveria preencher um requerimento a ser encaminhando para controle pelo Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras. Os que foram preservados encontram-se no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

II - A escolha dos Imigrantes Italianos

Pesquisar é buscar resposta para uma questão que surge no contato com um tema. De modo geral o processo tem início quando, ao procurar conhecimento sobre um assunto, o leitor se sente atraído por um aspecto não abordado pelas obras disponíveis. No caso de pesquisas historiográficas relativas ao resgate da memória de uma cidade, isto se torna mais claro porque o pesquisador resolve fazer a busca por não ter encontrado uma fonte suficiente para esclarecê-lo. Entretanto, nem sempre se percebe que o trabalho já começou. E a falta de um esboço pode acarretar uma desistência, já que não é possível prosseguir sem haver clareza do problema, do objetivo, da justificativa e da metodologia que será utilizada.

Em outros momentos já foi declarado que o interesse pela imigração em Leopoldina surgiu no decorrer de estudo sobre as famílias que ali viveram no primeiro século de sua existência. Ao realizar um levantamento nos livros paroquiais, observou-se grande número de sobrenomes não portugueses entre os pais das crianças batizadas, os noivos e os padrinhos dos eventos ocorridos na paróquia entre 1872 e 1930. Quando encerrado aquele estudo, um outro foi iniciado e resultou no texto A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio. Este estudo foi publicado pela primeira vez em 1999 e em 2009 foi revisto e republicado.

O levantamento demonstrou que 10% dos noivos do período de 1890 a 1930 eram imigrantes, sendo 9% italianos e os demais eram naturais de Portugal, Espanha, Síria, Açores, França, Ilhas Canárias, Egito, sendo que de uma parte não identificamos o país de origem. Por esta razão, optamos por estudar inicialmente os italianos.

Pesquisa sobre a Imigração em Leopoldina I

Em A Escrita da História (2. ed., 2006, p. 77), Michel de Certeau declara que

a articulação da história com um lugar é a condição de uma análise da sociedade.
 Os motivos que levam os pensadores a analisar uma sociedade são múltiplos. Mas para nós, que já nos dedicávamos há tantos anos a buscar conhecimento sobre Leopoldina, uma certeza já se fixara: sabíamos que a ordenação de informações resultaria em benefício para os moradores, na medida em que conhecer a própria origem dá ao ser humano a oportunidade de reconhecer-se no tempo e no espaço, realimentando sua própria identidade e abrindo um novo olhar para o mundo.

Sendo assim, buscamos analisar aquela sociedade a partir de um de seus elementos constitutivos: os imigrantes. O objetivo era oferecer aos conterrâneos uma informação cultural até então pouco discutida, qual seja o reconhecimento da presença dos descendentes de italianos em todas as atividades locais.

A partir de hoje reiniciaremos a publicação de partes dos textos que produzimos ao longo destes 15 anos de pesquisa.

Consulta sobre os Carminatti

 O texto de 6 de outubro de 2008, sobre a família Carminatti, gerou ontem o seguinte comentário:

Olá onde estão estes registros de nomes e trajetórias, pois alguns nomes diferem dos nomes que tenho registros - Pietro -conheço como Pedro pois é pai da minha avó e -Dalva Maria - conheco como Dalia pois é mâe do meu avô.Por favor me retorna,obrigada desde já. Mariangela.

Optamos por responder através desta nova postagem porque acreditamos que seja de interesse de outros leitores.

Conforme temos esclarecido em outras oportunidades, foram utilizadas diferentes fontes de informação. A partir da identificação do imigrante nos relatórios da Colônia Agrícola da Constança ou citação em alguma fonte de Leopoldina, consultamos os seguintes documentos: livros de registro em hospedaria; manifestos de navios; processos de registro de estrangeiros; assentos paroquiais de batismo e casamento; registro civil de nascimento, casamento e óbito; registro de sepultamento; compra e venda de imóveis; recolhimento de tributos municipais; alistamento eleitoral; matrícula escolar de descendentes; e jornais da cidade. Sempre que conseguimos identificar o comune de origem dos italianos, consultamos o respectivo Archivio di Stato. Além disso, entrevistamos grande número de descendentes e antigos moradores, através dos quais obtivemos inúmeras cópias de documentos e fotografias.

Portanto, nem sempre é possível indicar uma única fonte para origem de determinada informação. O estudo da imigração em Leopoldina envolve um longo processo, iniciado em 1994. Na maioria dos casos, foi necessário realizar uma delicada comparação entre as diversas fontes, principalmente por conta das variações de grafia.  Para tornar viável a indexação, fundamental para um trabalho que envolve número tão elevado de personagens, adotamos o critério de registrar o formato de nomes e sobrenomes constante no registro documental mais antigo.

Assim é que o nome do bisavô de Mariângela foi registrado como Pietro Silvio Carminatti, em virtude da confirmação recebida de Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia. Aqui no Brasil, Mariangela, você poderá consultar no Arquivo Nacional, o manifesto do vapor Colombo para viagem em que aportou no Rio de Janeiro no dia 3 de abril de 1896.

Já para Maria Dalia, indicamos uma fonte encontrável em Leopoldina: Igreja Nossa Senhora do Rosário, livro 5 de casamentos, folha 26.

Para outros dados sobre sua família você poderá consultar também:
- Relatório da Colônia Agrícola da Constança de 1911, disponível no Arquivo Público Mineiro,
- Gazeta de Leopoldina, abril de 1910;
- Livro SA  902 da Hospedaria Horta Barbosa, folha 4, disponível no Arquivo Público Mineiro.

Além disso, fizemos contato com descendentes de Arturo Carminatti, residentes em Belo Horizonte.








Agricultura de Subsistência

Em Minas Gerais, a organização dos núcleos agrícolas levava em consideração a necessidade de produção de alimentos, modificando-se o sistema dos latifúndios que se dedicavam exclusivamente à cafeicultura. A este respeito, recuperamos um trecho da mensagem do Presidente Bias Fortes, em 1895, sobre a situação da lavoura em Minas Gerais.
A lavoura, como que vendo no alto preço do café a realização de seus desejos e esperanças, tem-se dedicado quase que exclusivamente a este genero de cultura, sem se occupar da de cereaes, nem mesmo como accessorio.

Dahi resulta, em parte, o exaggerado preço dos generos alimenticios em quasi todos os municipios, porque, si é certo que nem todos se dão ao plantio do café, entregando-se à cultura de cereaes, não é menos certo que há todos os annos um verdadeiro exodo de trabalhadores que, em busca de salarios mais remuneradores, procuram a zona cafeeira, abandonando aquella onde se cultivam de preferencia os cereais, resultando nesta a carencia consideravel de braços.

O remedio que parece mais prompto e efficaz para este mal é a introducção dos systemas de cultura intensiva por parte de nossos Agricultores; só esta, e não a extensiva, que, em regra geral, exige grande numero de braços, poderá ir determinando o augmento de producção de generos alimenticios, até que a introducção de immigrantes em numero sufficiente torne possivel a cultura extensiva, sem o desequilibrio que hoje se vae dando nas producções.

Neste Estado só há a grande e pequena lavoura, limitando-se aquella ao plantio do café e da canna de assucar, e esta ao de cereaes. A esta cultura dedicam-se em geral os lavradores de menores recursos, de modo que a producção é muito pequena, e mais que insufficiente para as necessidades da população, que vê-se obrigada a recorrer aos mercados extrangeiros para obter os principaes generos de consumo.


Como se pode observar, havia uma preocupação dos dirigentes em ampliar a produção de gêneros de subsistência, tendo sido este um dos fatores a direcionar o projeto de implantação das colônias agrícolas em Minas Gerais.

Consulta sobre a Imigração

Resposta para Alexandre Ferraz que fez um pedido mas não indicou o e-mail para resposta.

2009/9/21

estou fazendo um trabalho sobre Imigração na zona da mata e não achei nenhum livro na biblioteca. Vc pode me passar pra esse e-mail?
Alexandre: a resposta não é tão simples assim. O assunto é muito amplo e você precisa informar qual o foco do seu trabalho. Qual aspecto pretende abordar? Qual o objetivo do trabalho?

Por favor, use este link para escrever novamente.



Ensino Agrícola Ambulante

Ao lado de informações sobre os núcleos coloniais, as mensagens do Ministério de Agricultura mencionavam a orientação para implantação e manutenção de cursos práticos. Em 1911, por exemplo, um dos anexos à fala do Ministro Pedro de Toledo tratava dos cursos ambulantes, que substituiriam os cursos regulares em estabelecimentos de ensino agrícola. Considerava-se que nem sempre o homem do campo podia frequentar as escolas regulares e por este motivo tinha sido criada a função pública de “professor ambulante”.

Acrescenta o relator que tais mestres não se limitavam ao ensinamentos práticos mas atuavam como propagandistas, entre os lavradores,
da creação de syndicatos e cooperativas, com o fim de unil-os pelo interesse de defender a producção e facilitar-lhes a vida.

Entre 1910 e 1912 tinham sido organizados mapas das regiões em que deveriam operar os professores ambulantes, definindo as zonas onde deveriam trabalhar. Para Leopoldina foi designado o professor Arthur da Cunha Barros, tido pelo ministro como de reconhecida competência e capacidade técnica. No relatório seguinte, Pedro de Toledo informou que em Leopoldina funcionava um dos quatro Cursos Ambulantes existentes em Minas Gerais. A cargo do professor Arthur da Cunha Barros, era especializado em “Agricultura Geral e Laticínios”, sendo mantido pela União.

Em sua justificativa, disse o ministro:

Attendendo à grande producçào de lacticinios da zona, a attenção do professor se tem voltado para essa especialidade, organizando um serviço permanente de inspecção aos diversos estabelecimentos industriaes desse e dos municipios circumvizinhos, que, já modernamente apparelhados, possuem bem montadas leiterias, nas quaes se transformam diariamente 30.000 litros de leite em diversos productos de facil vendagem.
O gado da região é abundante e muito melhorado pelo cruzamento de raças puras importadas, havendo nove banheiros para expurgo do gado no municipio de [...] de Leopoldina.
O curso de lacticinios é ministrado em palestras nas fabricas montando-se e desmontando-se apparelhos, manipulando-se queijos e manteiga e tratando-se da conservação do leite para exportação, explicações que se extendem aos centros productores dos arredores.


Não nos foi possível confirmar a presença deste professor entre os lavradores da Colônia Agrícola da Constança, embora um descendente tenha informado que seu avô fora ajudante do “professor da leiteria”. Ocorre que a história oficial de Leopoldina registra estabelecimento do gênero como sendo particular, bem como o seria a cooperativa. Donde não se sabe se a informação do entrevistado referia-se à Cooperativa de Produtores de Leite de Leopoldina, empresa particular, ou à “sede do um curso ambulante de lacticinios em Leopoldina, no Estado de Minas Geraes”, instituição pública mencionada pelo Ministro da Agricultura.

De todo modo, o ministro Queiroz Vieira declarou, em 1913, que o professor Arthur da Cunha Barros continuava em Leopoldina, sendo auxiliado pelo Mestre de Industrias Rurais Eugenio de Alvarenga Paixão e pelo Instrutor Agrícola Octaviano Costa. E acrescentou que no ano de 1914 funcionariam 12 cursos no Brasil e que além dos 12 professores o Ministério empregava 5 Mestres de Indústrias Rurais e contratava 13 Instrutores Agrícolas.

Observa-se, assim, que Leopoldina inscrevia-se entre os mais importantes núcleos para o desenvolvimento da agricultura, sediando uma região que se estendia até Cantagalo e Barra Mansa, no estado do Rio, além de Cataguases e Palma.

Destacamos ainda uma informação do ministro Queiroz Vieira, dando conta de que na Leiteria Leopoldinense foram feitas várias experiências de fabrico de queijo e manteiga, obtendo-se resultados muito satisfatórios. Esta referência parece corroborar o informe de nosso entrevistado a respeito de uma “leiteria” pública, onde filhos de colonos atuavam como ajudantes.

Os Bonini em Leopoldina

Atualização do estudo sobre a descendência de Fortunato Bonini, que em novembro de 1911 instalou-se no lote número 23 da Colônia Agrícola da Constança.

1 Fortunato Bonini (1855 - 1933)

+ Maria Darglia ( - 1912)

...... 2 Paschoa Bonini (1886 - )

...... + Pietro Sangirolami (1880 - )

............ 3 Antonio Sangirolami (1905 - )

............ 3 José Sangirolami (1906 - )

............ + Cecilia Colle (1910 - )

............ 3 João Sangirolami (1909 - )

............ 3 Joaquim Sangirolami (1911 - 1913)

............ 3 Ana Sangirolami (1913 - )

............ + Angelo Colle (1907 - )

.................. 4 José Colle (1931 - )

.................. 4 Marina Colle (1932 - )

.................. 4 Maria Colle (1934 - )

.................. 4 Nelsina Colle (1938 - )

............ 3 Fortunato Sangirolami (1915 - )

............ 3 Maria Sangirolami (1916 - )

............ 3 Maximiano Sangirolami (1919 - )

............ 3 Luiz Sangirolami (1924 - 2000)

............ + Amabile Bonini (1919 - )

.................. 4 Marlene Sangirolami

............ 3 Santo Sangirolami (1924 - 1988)

............ 3 Valentin Sangirolami (1929 - )

............ + Idalina Bonini

............ 3 Luzia Sangirolami (1929 - )

............ + Antonio Bonini (1924 - )

.................. 4 Irene Bonini

.................. + José Francisco Ferreira

........................ 5 Cláudia A. Bonin Ferreira

.................. 4 José Heleno Bonini

.................. + Beatriz Teixeira

.................. 4 Maria do Carmo Bonini

.................. + Enio Evangelista dos Anjos

.................. 4 José Nilton Sangirolami

.................. + Dulcineia Sampieri

.................. 4 Marluce Bonini

.................. + Vanor Meireles da Costa

...... 2 Jacinto Bonini (1888 - )

...... + Marcelina Colle (1901 - )

............ 3 João Bonini (1918 - )

............ 3 José Bonini (1919 - )

............ 3 Antonio Bonini (1924 - )

............ + Luzia Sangirolami (1929 - )

.................. 4 Irene Bonini

.................. + José Francisco Ferreira

........................ 5 Cláudia A. Bonin Ferreira

.................. 4 José Heleno Bonini

.................. + Beatriz Teixeira

.................. 4 Maria do Carmo Bonini

.................. + Enio Evangelista dos Anjos

.................. 4 José Nilton Sangirolami

.................. + Dulcineia Sampieri

.................. 4 Marluce Bonini

.................. + Vanor Meireles da Costa

............ 3 Anna Bonini (1927 - )

............ 3 Francisco Bonini (1929 - )

............ 3 Fortunato Bonini (1932 - )

............ 3 Sebastião Bonini (1935 - )

............ 3 Climario Bonini (1937 - )

............ 3 Nelson Bonini

............ 3 Maria Bonini

............ + José Bolzoni

............ 3 Jurandir Bonini

............ 3 Climario Bonini

...... 2 João Bonini (1890 - 1958)

...... + Maria Carolina Fofano (1899 - )

............ 3 Amabile Bonini (1919 - )

............ + Luiz Sangirolami (1924 - 2000)

.................. 4 Marlene Sangirolami

............ 3 Antonio Bonini (1921 - )

............ 3 Jair Bonini

............ + Ana Bonini

............ 3 Jaci Bonini

............ 3 Joaquim Bonini

............ 3 Janira Bonini

...... 2 Maria Bonini (1892 - )

...... + Narciso Mantuani (1890 - )

............ 3 Antonio Mantuani (1918 - )

............ 3 Marina Mantuani (1919 - )

............ 3 Alcides Mantuani (1921 - )

...... 2 Regina Bonini (1893 - )

...... 2 Maria Bonini (1894 - )

...... 2 Antonio Bonini (1895 - )

...... + Isaura Pereira das Dores (1914 - )

............ 3 Idalina Bonini

............ + Valentin Sangirolami (1929 - )

...... 2 Josefina Bonini (1897 - )

...... + José Domingues Pires (1899 - )

...... 2 Felomena Bonini (1900 - )

...... + Fortunato Meneghetti (1893 - )

............ 3 Leonel Meneghetti

............ 3 Santa Meneghetti (1918 - )

............ 3 Jorcelino Meneghetti (1919 - )

............ 3 Nelson Meneghetti (1928 - 2005)

.................. 4 Walter Meneghetti

.................. + Benedita de Castro

...... 2 Ana Bonini (1903 - )

Se você quiser colaborar com acréscimos, por favor, escreva-nos.

Educação formal para os filhos de Colonos

No discurso do Presidente da Província de Minas Gerais, de 1898, informa-se que a Lei nº 150, de 20.06.1896, autorizou a “concessão de favores aos particulares” que quisessem fundar, em suas propriedade, núcleos coloniais. A condição era o fornecimento ao colono de uma casa, terreno para cultivo de subsistência e instrução gratuita para os filhos.

Além disso, o Ministro da Agricultura Rodolpho Miranda declarou, em 1910, estar empenhado em prover todos os núcleos coloniais de
escolas dotatas de material pedagogico moderno, funccionando em predios que reunam condições de capacidade e de higiene e servidas por professores capazes, dedicados ao magisterio e podendo exercel-o com methodo e proficiencia.
Neste discurso, o então Presidente abordou a necessidade de ensinar a língua portuguesa para os filhos dos imigrantes, ombreando com a prática dos governos estrangeiros que procuravam perpetuar entre eles o idioma da pátria de seus pais. Em Minas Gerais, ficou determinado que não haveria frequência obrigatória nem seria exigido que os colonos matriculassem seus filhos. Entretanto, foi ressaltada necessidade de oferecer os meios possíveis para que as crianças aprendessem o português, independente de continuarem usando a língua de seus pais.

Dentro da Colônia Agrícola da Constança funcionavam, em 1918, duas salas de aulas de primeiras letras e na fazenda Paraíso a escola começou a funcionar antes de 1920 porque, segundo descendentes, na época alguns empregados vinham procurando emprego em outro lugar exatamente porque “os filhos precisavam estudar”.

O que a história pode ensinar ao mundo de hoje?

Resposta de Mary del Priore, em entrevista na Bienal:
Prá começar, cidadania e ética, que são duas palavras que estão muito banalizadas mas que são da maior importância prá nós continuarmos vivendo num mundo habitado por gente e não por animais... conhecer o seu passado, ter uma memória, ter zelo pelo seu passado... tudo isso se traduz numa postura cidadã mais engajada, mais dinâmica, mais enérgica... nós não podemos ser criaturas que apenas levamos o alimento da mão à boca.

Ouça aqui.

Mostra de Elias Fajardo


O Fecho do Mundo, mostra de Elias Fajardo e Sarau com participação musical do Coralito
A partir de 18 de setembro de 2009
Rua Almirante Alexandrino, 3283
Santa Teresa
Rio de Janeiro

Supremacia da imigração italiana em Minas

Em 1896, o Presidente Bias Fortes explicou o motivo de Minas Gerais receber maior número de #imigrantes italianos com as seguintes palavras (na ortografia original):
As condições especiaes em que se acha a Italia, e o gráo de relações existentes hoje entre este paiz e o Brasil tem contribuido para a preponderancia do elemento italiano sobre o de outras procedencias na introducção de immigrantes.
Continuando o discurso, Bias Fortes esclareceu que era importante evitar o exclusivismo de uma nacionalidade, razão pela qual estava em negociação para introduzir colonos portugueses.

Elias Fajardo

Convido-os a conhecerem uma das obras do artista Elias Fajardo, inscrita no programa Talentos da Maturidade na área de artes plásticas.

www.talentosdamaturidade.com.br/eliasfajardo

Quem quiser pode deixar também um comentário nesse link.

A verdade em pauta, novamente

Hoje a resposta vai para Adriana Medeiros, leitora que retoma o assunto #fontes e pergunta como saber se um livro apresenta a verdade.

Minha cara Adriana, creio que depende do que você entenda por verdade em termos de história. Digamos que encontre uma carta produzida no passado, contendo informações sobre um acontecimento contado de forma diferente por outra fonte. Neste caso diríamos que as duas fontes apresentam as suas verdades, assim mesmo, no plural. Lembremos o que Le Goff ensina em História e Memória, obra recorrente aqui neste blog.
O documento [...] resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro determinada imagem de si próprias. [...] Cabe ao historiador não fazer o papel de ingênuo. [...] importa não isolar os documentos do conjunto de que fazem parte. Sem subestimar o texto que exprime a superioridade, não do seu testemunho, mas do ambiente que o produziu...

Reflexões sobre nosso Trabalho

O último boletim sobre a #Colônia Agrícola da #Constança - Contagem Regressiva, distribuído mensalmente entre os leitores interessados, gerou diversos comentários aos quais prometemos responder aqui pelo blog. Um deles refere-se a uma reflexão que publicamos, em fevereiro de 2009, na qual dissemos que temos a ousadia de tentar resgatar uma história até aqui relegada ao "silêncio". Pedro Ferreira pergunta o motivo pelo qual ainda não tinha sido registrada a trajetória dos imigrantes que viveram em Leopoldina.

Assim como temos feito em outras oportunidades, respondemos com palavras dos pensadores que nos guiaram durante todo o processo de pesquisa. Segundo Michel Foucault, em Arqueologia do Saber,
A história, em sua forma tradicional, se dispunha a “memorizar” os monumentos do passado, transformá-los em documentos.
Nós escolhemos uma via que se contrapõe à história tradicional, a qual se concentrava em acontecimentos ditos importantes, relegando ao esquecimento o que classificava como desnecessário perpetuar. Entendemos por inviável tal posição, na medida em que os historiadores determinaram o que seria importante a partir de uma visão particular de mundo que não é mais aceitável.

Nossa escolha fundamenta-se, entre outras, nas palavras de Fernand Braudel em Escritos sobre a História, onde declara que não existe
indivíduo encerrado em si mesmo [...] todas as aventuras individuais se fundem numa realidade mais complexa, a social.
Optamos pela reação contra
a história arbitrariamente reduzida ao papel dos heróis quinta-essenciados.
Realmente acreditamos que a história modula o destino dos homens. Na medida em que pudermos dar voz aos que foram desconsiderados pela história antiga, estaremos contribuindo para um novo lugar de memória, onde a sociedade leopoldinense poderá haurir outros componentes de sua formação identitária.

Posse de colonos em agosto de 1911

Além do lote número 39, dois outros tiveram os contratos de venda assinados em agosto de 1911. No dia 26 foram vendidos o lote 5 para o italiano Carlo Meccariello e o lote 45 para Gustav Fischer.

O primeiro viveu na Colônia Agrícola da Constança por um bom tempo e foi o segundo adquirente do lote, conforme explicamos em coluna publicada no jornal Leopoldinense. Já de Gustav Fischer sabemos apenas que era casado com Claire Burghart e teve pelo menos três filhos: Luiza, Maria e Alfredo. Segundo uma neta de Gustav, a família transferiu-se para Ubá e depois para Juiz de Fora.

Uso de Documentos

Eliane Pereira, em longa mensagem sobre passagens que julga fantasiosas na história da imigração, pede nossa opinião sobre quais seriam as fontes mais confiáveis para resgatar a memória. Talvez a decepcionemos, prezada leitora, mas nossa opinião é de que não é possível classificar as fontes aprioristicamente. Acreditamos que cabe a nós, na investigação de cada documento, detectar o que é adequado. Como alerta, escolhemos palavras de dois teóricos.
O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder. Só a análise do documento enquanto monumento permite à memória coletiva recuperá-lo e ao historiador usá-lo cientificamente, isto é, com pleno conhecimento de causa. (Jacques Le Goff, em História e Memória)

Já Michel Foucault, em Arqueologia do Saber, declara que os problemas da história se resumem numa expressão: o questionar do documento.

Memória Coletiva

"Os esquecimentos e os silêncios da história são reveladores destes mecanismos de manipulação da memória coletiva".

Assim Le Goff se expressa a respeito das práticas das classes dominantes sobre a sociedade. [História e Memória, Editora Unicamp, 5ª edição em 2003, pag. 422] A memória, ensina este autor, é fenômeno individual e psicológico, ligado à vida social. Conservar certas informações representa a conquista do passado coletivo.

Teóricos da historiografia nos ensinam que a memória, por ser parte integrante da nossa identidade, deve ser resgatada pelos historiadores tendo em mente que o que sobrevive do passado é resultado de escolhas pelos detentores do poder em todas as épocas. Conhecemos um tipo de história dita tradicional, que só dá voz aos nomes que escolheram como representativos. Quem são estes representantes que a história tradicional se dedicou a monumentalizar? Há entre eles algum colono imigrante, que deixou a terra natal por falta de condições de garantir o sustento de sua família?

Muitos outros grupos sociais foram sepultados da memória coletiva, por decisão de quem detinha o poder de escolha sobre aquilo que deveria ser perpetuado. A nova historiografia veio ultrapassar esta barreira. E nós, humildemente, estamos aqui para contribuir com o pouco que nos foi dado conhecer sobre esta gente guerreira que mudou a face de Leopoldina.